quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

2014

2012 foi o ano em que descobri o significado da palavra COMPAIXÃO.
E quando digo compaixão não é o ter pena do outro, do mais fraco. Nada disso.
Ter compaixão é conseguir ver mais longe, para lá da circunstância atual e ser capaz de investir na vida de alguém que naquele momento preciso necessita de colo.
 
2013 fez-me compreender o que é SERVIR.
Servir quem amo.
Servir quem não conheço.
Servir quem me é anónimo.
 
Servir é dedicar.
Servir é investir tempo.
Servir é ouvir.
Servir é apoiar.
Servir é abraçar.
Servir é estar disponível.
Servir é ...
 
2014 será o ano de todas as mudanças?!
Acredito que sim.
E ainda que daqui a 365 dias pouco tenha mudado na minha realidade, que eu possa ter mudado para melhor e que de alguma forma possa ter feito mais feliz quem me rodeia.
Isso bastará para dizer que valeu a pena.
 
Até já!
 
 
 

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

14.619 dias de vida

Isto de fazer 40 anos tem-me dado que pensar.
E agora que já passou 1 semana e 2 dias de os ter feito, sinto-me com autoridade para falar da coisa.
 
Para mim, fazer anos é celebrar a vida e continuo sem compreender quem diz que não gosta de fazer anos...
Eu gosto de fazer anos, de receber presentes, de soprar as velas e de preferência rodeada por aqueles que junto comigo me têm ajudado a construir a minha história.
 
Se os 40 anos são os novos 30, não sei.
Mas sei que trazem algo de novo.
A maturidade para relativizar, perdoar e continuar a "investir" na vida é uma delas.
 
Afinal, já passaram 14.619 dias desde que vi a luz do dia pela 1ªvez.
E, ainda que morra agora, estes dias são meus, ninguém mos pode tirar.
Vivo da melhor forma que sei, não deixando nunca de querer aprender a vivê-los mais e melhor.
 
Estou grata pelo simples facto de estar viva e de ser quem sou.
Posso agradecer pelo que tenho, sem dúvida.
Mas parece-me importar mais agradecer por quem sou e pelo que tenho feito.
Por mim, pelos outros e o que estou disposta a fazer por quem ainda vier.
 
E tem sido fácil? Pergunto-me.
Não, não tem sido fácil.
A vida tem-me pregado partidas.
Muitas.
Acho que já morri para mim mais do que a conta.
Mas a verdade é uma.
Tal como morri voltei a renascer.
Aprendendo que também se pode viver pelos outros e que no fim de tudo o que conta mesmo é a vontade.
A vontade de viver e de dar vida.
A vontade de amar e ser amada.
A vontade de continuar no caminho quando as subidas nos desgastam para além das forças.
A vontade de continuar com os braços para cima mesmo quando a carga nos verga o coração.
A vontade de nunca desistir, ainda que as lágrimas sejam sangue e a  carne nos seja arrancada pelo desgosto.
 
Mudaria alguma coisa?
Sim.
Seria mais eu.
Mais dada.
Mais presente.
Mais "gargalhosa" (parece-me que esta palavra não existe... mas pronto, não me lembro de nenhuma que signifique o mesmo!!)
Mais despenteada...
E mais umas quantas coisas, que não me apetece escrever agora mas que tenho a certeza que são importantes. 
 
E, já está! Os 1ºs já passaram. Venham mais 40!!!
Até já!!
 
P.S: E arrependimentos, há?
 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

40 dias para os 40!!

Faltam exatamente 40 dias para eu celebrar 40 anos de vida!
E ao contrário de alguns, eu amo fazer anos!!
Amo estar viva. Nesta vida que vale tão a pena!!

Gosto muito de surpresas e de presentes!

Por tudo isto deixo aqui 40 desejos.
A ordem não significa a prioridade de cada desejo.
Quero TODOS!!

1 - desejo continuar a ser livre.
2 - desejo continuar a ser amada.
3 - desejo continuar a amar.
4 - desejo que as pessoas más embarquem todas num barco sem fundo.
5 - desejo que certas pessoas deixem de ofuscar o brilho dos meus dias.
6 - desejo servir.
7 - desejo ver a minha filha a ser mulher.
8 - desejo fazer mais e melhor.
9 - desejo ser respeitada.
10 - desejo rever quem me fez feliz.
11 - desejo continuar saudável.
12 - desejo continuar humilde.
13 - desejo ser rica, muito rica, para apoiar financeiramente quem precisa.
14 - desejo ser despojada do que não interessa.
15 - desejo educar a minha filha para ser uma boa pessoa.
16 - desejo ter um quintal.
17 - desejo escrever um romance.
18 - desejo escrever a minha história.
19 - desejo viajar.
20 - desejo desejar mais todos os dias .
21 - desejo ter mais tempo para os outros.
22 - desejo passar mais tempo simplesmente a não fazer nada.
23 - desejo estar mais com quem me gosta.
24 - desejo continuar de consciência tranquila.
25 - desejo o sentimento de "missão cumprida".
26 - desejo um relógio Gucci.
27 - desejo ser capaz de deixar crescer o cabelo, muito, muito.
28 - desejo voltar a ser MAGRA!!
29 - desejo voltar a andar de mota.
30 - desejo rir até às lágrimas, naqueles momentos em que só apetece mesmo chorar.
31 - desejo um telemóvel que nunca morra.
32 - desejo deixar de ser tão descoordenada.
33 - desejo acreditar mais em mim.
34 - desejam que me façam uma festa surpresa, mas daquelas que eu nem desconfie.
35 - desejo ver o meu nome gravado nas estrelas.
36 - desejo viver até ser velhinha.
37 - desejo continuar a ser feliz.
38 - desejo encontrar uma lâmpada mágica em que o génio conceda mais de 3 desejos...
39 - desejo continuar a gozar o prato, sempre!!
e
40 - desejo, acima de tudo, continuar a ser eu própria.

Ver a luz ao fundo do túnel, sempre.
Este não é um desejo. Já é uma realidade!

Até já!!

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Silêncios

Mais vale estar calada do que falar por falar.
Por isso ando caladinha.
Prefiro assim.
Quem muito fala pouco acerta.
Cada vez concordo mais com isto.
 
Passou-se mais um verão. Um verão azul.
Azul da piscina. Azul do mar. Azul da chuva. Azul do alentejo.
Azul.
Também eu ando a ficar azul.
Com a vida.
Com as pessoas.
Com a loucura que me rodeia vinda das "mais altas individualidades".
Com a maldade que as pessoas expiram.
Nas palavras, nas atitudes, no olhar.
 
O olhar continua a falar-me.
O olhar continua a sorrir-me.
A rir-me.
É bom olhar com olhos de ver e ler aquilo que os olhos nos dizem no silêncio das palavras.
 
Quero zangar-me com a vida e parar.
Mas não consigo.
Continua a valer a pena. Tudo.
Os dias iguais a sempre.
As pessoas que insistem em ser más.
A "desimportância" que se dá aos outros.
Para a frente continua a ser o caminho. O meu caminho.
E sei que o melhor já está a chegar.
 
Até já!!

sábado, 10 de agosto de 2013

Tio Zé

O meu Tio Zé era giro, tinha olhos verdes, bigodaça e era magro. 
Era divertido.
Quando nasceu já o meu Pai tinha 20 anos e ele e o meu Tio Filipe eram os caçulas da família e protagonistas de aventuras inesquecíveis.
 
O meu Tio Zé era vaidoso da mulher que tinha, dos seus filhos e dos seus netos.
 
O meu Tio Zé não tinha medo de trabalhar, era mágico com esquentadores.
Gostava de ir a Sesimbra e era lá que nos encontrávamos muitas vezes.
 
O meu Tio Zé partiu quase sem avisar.
As saudades ficam e a imagem do seu sorriso também.
 
Quando recebi a notícia fiquei chocada, tinhamos falado ao telefone 15 dias antes, estava doente, mas convenci-me que era apenas mais uma prova a superar. Enganei-me.
Passei uma noite a revisitar imagens da minha memória, em que o meu Tio Zé era o artista principal.
 
Não me pude despedir. Estavamos longe, separados por alguns países e milhares de km.
 
Sei que vai fazer muita falta à minha Tia.
Foram companheiros de uma vida, a vida toda.
Mas também me fará falta, fez parte da minha vida, da minha história enquanto pessoa.
Ficam as recordações, o sorriso e a voz rouca .
 
Até já, Zé!

 
 

terça-feira, 28 de maio de 2013

Pessoas Pequenas

Há pessoas pequenas.
Pequeninas mesmo.
Pequenas de ideias e de pensamento.
E mais grave, pessoas pequenas de coração.
Não posso dizer que tenha paciência para elas. Não tenho.
Não tenho tempo.
Tenho pena.
Pena de serem tão pequeninos e tão centrados neles próprios que perdem tudo o que de bom se passa à sua volta.
Como se carregassem os problemas do mundo às costas.
E não há dinheiro ou condição sócio-económica que lhes valha.
Coitados.
Há gente assim.
Sem risos.
Sem cor.
Sem alegria.
Nada lhes serve ou satisfaz.
A vida passa-lhes ao lado.
E eu a vê-los.

Eu não queria dizê-lo, mas não me contenho.
Até já!


domingo, 5 de maio de 2013

A Mãe da Gaby

Hoje falo da minha Mãe. A Mãe da Gaby.
A minha Mãe é gira, loura, elegante e de olhos azuis.
Tem mais 23 anos do que eu e é meia grega, meia alemã...
A minha mãe é uma aventureira, saiu de casa com 19 anos, para ir viver para um país estrangeiro em nome do amor.
Dizem que França é o país do amor e das cegonhas, talvez por isso eu tenha nascido lá.
Também em nome do amor, veio para Portugal.
Não conhecia ninguém, não falava a língua e ainda assim por aqui ficou. Por aqui ficámos.
Construiu a sua vida. Trabalhou. Amou e foi amada.
Infelizmente, o homem da sua vida (arrisco dizer, das nossas vidas) desapareceu ao fim de 25 anos de vida em comum.
A minha Mãe é forte, mas não sabe.
Continuou a ser minha Mãe e meu Pai.
Aguentou a solidão da viuvez, a solidão de ser estrangeira, a solidão de pertencer a vários países e no fim, não pertencer a nenhum.
 
A minha Mãe é meiga.
A minha Mãe é fiel.
A minha Mãe está presente. SEMPRE!!
A minha Mãe apoia as minhas semi-loucuras e as minhas vontades pouco convencionais.
 
A minha Mãe chama-se Mãe da Gaby.
Quando atende o telefone, apresenta-se como tal.
Quando conhece alguém do meu círculo de amigos ou do meu meio profissional, diz sempre, "sou a Mãe da Gaby".
Identifica-se comigo. Com a minha pessoa.
É a minha Mãe!! Tem orgulho de o ser.
Mais palavras para quê?
 
Obrigada Mãe. Por tudo.
As gargalhadas descontroladas.
As lágrimas partilhadas.
Tudo!
Amo-te! SEMPRE!!
 
Até já!